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"54 não
é apenas mais uma novela de aventuras; é uma estupenda
novela de aventuras com todos os ingredientes necessários
para saciar os famintos por aventuras descomunais e segredos violentos,
um quebra-cabeça em movimento com gangsteres, partisans,
atores famosos, agentes secretos e líderes revolucionários
como peças fundamentais, (...) um castelo labiríntico
por onde se cruzam magistralmente figuras imaginárias e reais
(como o ator Cary Grant e Marechal Tito, por exemplo), grandes personagens
marginalizados pela História, que conservam impassíveis
uma força de caráter e uma dignidade maculadas apenas
pela derrota de todas suas esperanças revolucionárias,
com a morte se aproximando por todos os lados (como em qualquer
boa novela que fale verdadeiramente da vida).” - Revista Archipiélago
(Espanha)
Primavera de 1954. O suposto clima de tranqüilidade do pós-guerra
dá lugar aos desdobramentos do conflito na Coréia,
da retirada francesa da Indochina e do endurecimento da Guerra Fria,
com a fundação da KGB, o serviço secreto soviético.
Em uma Itália basicamente rural e ainda em reconstrução,
um grupo de ex-combatentes comunistas da Resistência italiana
começa a viver o dilema do conflito entre estilos de vida,
com a chegada do circo de ilusões do capitalismo e seu maior
representante, a televisão.
Enquanto isso, jovens lutam contra a falta de perspectivas juntando-se
ao crime organizado. No plano internacional, as nações
ocidentais, por intermédio do M16, o serviço
de inteligência britânico, tentam seduzir a Iugoslávia
por meio de uma das mais poderosas armas da Guerra Fria, o cinema.
Qual a ligação entre a KGB e o ator hollywoodiano
Cary Grant?
Com uma impressionante riqueza de detalhes e fatos históricos,
e uma saborosa mistura entre ficção e realidade, desenrola-se
uma intricada trama de espionagem internacional, redes criminosas
e conflitos ideológicos. Um grande épico à
Leon Uris, com as inovações próprias de um
Elmore Leonard e de um Thomas Pynchon. Para boa parte da crítica
européia, é a primeira grande novela do século
XXI, trazendo inovações e apontando novos rumos para
um gênero que, se não cessa de vender, já não
apresenta grandes novidades. |
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