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Luther Blissett,
o homem
Existiu um Luther Blissett original. Foi um atacante inglês
negro, de origem jamaicana que jogou no time de Watford, clube de
pequena expressão na Liga Inglesa, dos anos 70 ao início
dos 90. O atacante foi contratado pelo Milan e sua atuação
foi considerada uma das piores na história do clube italiano.
Luther foi devolvido ao Watford e é considerado o maior artilheiro
do time inglês. Trabalha no clube como auxiliar técnico
e se se recusa a falar sobre sua ‘‘nomeação’’
a ícone da contra cultura.
Luther Blissett, o ícone
1994 - Uma série de jornais de Bolonha recebem cartas
informando que entranhas de animais estavam sendo encontradas por
toda a cidade. Antes de checar a informação, a imprensa
dá o nome de ‘‘horrorismo’’ ao fato
e dedica páginas à cobertura. Meses depois, uma carta
assinada por Luther Blissett revela que todas as denúncias
eram falsas e foram escritas pelos próprios ‘‘horroristas’’.
1995 - O alvo de Luther Blisset foi o programa de televisão
‘‘Quem o viu?’’, especializado em localizar
pessoas desaparecidas. A produção do programa recebeu
uma carta a respeito de Harry Kipper, um artista residente na Itália
que havia sumido. Depoimentos com amigos de Harry foram gravados
na Inglaterra e na Itália, os lugares frequentados pelo desaparecido
foram visitados e, antes do programa ir ao ar, descobriram a farsa.
Hary nunca existiu, os seus ‘‘amigos‘‘ eram
integrantes do Projeto Luther Blissett. A foto de Harry, era uma
montagem de retratos antigos e se tornou o rosto ‘‘oficial’’
de Luther Blissett.
1996 - Net.gener@tion, um livro publicado pela editora Mondadori,
traz entrevistas do jornalista Giuseppe Genna com Blissett. Genna
teria trocado e-mails com Blisset para compor sua obra. No dia em
que Net.gener@tion chega às livrarias, uma carta assinada
por Luther Blissett revela que as conversas com o jornalista eram
uma série de documentos falsos, sem nenhuma coerência,
retirados da própria rede. Essa carta com a foi enviada aos
jornais La Repubblica e Il Manifesto.
1997 - Missas negras realizadas na cidade de Viterbo são
denunciadas aos jornais e à polícia local. Uma fita
com imagens do ritual chega às emissoras de TV mostrando
homens com capuz à luz de um archote e uma mulher gritando
ao fundo. A cerimônia é transmitida durante uma semana.
Uma nova fita chega à TV 7. Nela, a câmera dá
um zoom e, ao fim da missa negra, os homens tiram seus capuzes e
dançam uma tarantela exibindo o retrato de Luther Blissett.
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