| Giovanna: "Erotismo à Italiana" |
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Giovanna Casotto anda mexendo com a cabeça dos jornalistas pelo país. Nirlando Beirão, da revista Carta Capital, e Paulo Ramos, do Blog dos Quadrinhos publicaram matérias sobre a voluptuosa desenhista italiana, que teve o álbum Giovanna lançado pela Conrad. “é raro ver traços eróticos feitos por mulheres na história dos quadrinhos. Casotto passeia no erotismo, sem deixar a desejar aos trabalhos já existentes e que tem na Itália algumas das histórias de mais expressão do gênero”, lembra Paulo Ramos, que ainda destaca outros títulos da coleção Eros, da qual Giovanna faz parte. Já Nirlando Beirão prefere dar destaque à veia autobiográfica (ou seria autopictográfica?) da ilustradora: “Fotografa-se a si mesma, naquelas posições de quem tem muito apetite, e daí retira inspiração para seus desenhos”. Logo abaixo, você pode ler as duas matérias na íntegra.
EROTISMO À ITALIANA Giovanna Casotto usa o pórprio corpo como modelo A imagem que se vende da italiana Giovanna Casotto é semelhante à de Bruna Surfistinha para os brasileiros. Dadas as devidas proporções, é claro. Casotto não ficou famosa por relatar histórias do tempo em que era garota de progarama (caso de Surfistinha). Mas ganhou fama na abordagem do sexo. A brasileira escreve memórias; a italiana desenhar histórias eróticas. Com um detalhe: as imagens são baseadas em fotos que tira dela mesma. Giovanna Casotto não é muito conhecida por aqui (ao contrário de seu país de origem). Isso dá um atrativo a mais ao lançamento do álbum que traz o nome (Conrad, R$ 45). A edição, que chega às bancas e livrarias nesta virada de semana, mostra dez histórias eróticas feitas pela desenhista. É curioso ver uma mulher mexer com o tema. Não se trata um caso de machismo. É que é raro ver traços eróticos feitos por mulheres na história dos quadrinhos. Casotto passeia no erotismo, sem deixar a desejar aos trabalhos já existentes e que tem na Itália algumas das histórias de mais expressão do gênero. A artista vai fundo nos traços. Literalmente fundo. Não usa artifícios para esconder o que o leitor desse tipo de história espera ver ao comprar a obra. O álbum faz parte de uma série de edições eróticas editadas pela Conrad. A coleção Eros (como foi chamada) já publicou o primeiro número de "Clic", do italiano Milo Manara (um especialista na arte erótica) e "Omaha, a stripper", de Reed Wlaker e Kate Worley. É também da editora a reedição da "mãe" dos quadrinhos eróticos europeus: Valentina. A Conrad lançou neste ano uma reedição das primeiras histórias da personagem (ver postagens do dia 10 de maio). A coleção Eros -e, por extensão, este álbum de Giovanna Casotto- talvez enfrente problemas para ser distribuída às bancas e livrarias. Motivo: haveria uma censura a capas muito ousadas nas bancas e livrarias. A informação é do jornalista Gonçalo Junior. Ele abordou o assunto na coluna Guerra dos Gibis, que escreve no site Bigorna. Um caso citado por ele: as obras de Robert Crumb. Não seriam vendidas por ter conteúdo pornográfico. Segundo o jornalista, a fonte dos relatos é o dono da Conrad, Rogério de Campos. Algumas capas da editora estariam sendo montadas de um modo que escondesse a voluptuosidade feminina (caso de "El Gaucho"). E voluptuosidade explícita, não só feminina, é o que não falta no trabalho de Casotto. Seria motivo para o álbum sofrer esse "boicote"? É revelador o tema abordado pelo jornalista Gonçalo Junior. Merece leitura. Clique aqui . Paulo Ramos, Blog dos Quadrinhos |
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